Quem sabe faz a hora, não espera acontecer... |
Ogan Dr. Hedio |
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“Nunca vi uma unidade tão bonita na nossa Religião”. Esta frase tem sido repetida por ninguém menos do que o Mestre Pai Milton Aguirre, Presidente do SOUESP. Do alto de sua larga experiência e trajetória de luta contra a intolerância religiosa, Pai Aguirre sabe o que fala.
Unidade quer dizer compromisso, concórdia, entendimento, harmonia, convergência, pacto, enfim, somatória de forças em torno de um propósito comum.
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Unidade não significa unanimidade, isto é, a unidade pode existir mesmo que haja pessoas ou grupos divergentes, que defendam opiniões diferentes. |
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O ideal seria que a totalidade dos grupos e pessoas estivesse empunhando a mesma bandeira. Mas mesmo que isso não aconteça, o importante é que haja um grande número de pessoas e grupos, um grande segmento unido em torno do mesmo objetivo. |
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Unidade também quer dizer concessão, consentimento, transigência. Isto porque a unidade exige que respeitemos as diferenças; que aprendamos a conviver com quem não pensa exatamente como nós ou que não seja exatamente como gostaríamos que fosse. |
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Em nome de um objetivo maior, de uma causa maior, abrimos mão de interesses pessoais, particularidades e questões de menor importância para que prevaleça o interesse coletivo, o interesse da maioria. |
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Foi exatamente este pensamento que me levou a abrir mão de uma candidatura à vereança em São Paulo. Muitos devem se lembrar que há dois anos nosso nome foi escolhido por cerca de 23.000 (vinte e três mil) eleitores, mesmo com uma campanha feita às pressas e sem planejamento. Somente na capital, obtivemos perto de 11.000 (onze mil) votos para Deputado Federal. |
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Mas a gravidade do momento em que vivemos, o aumento da intolerância religiosa exige uma atitude responsável e firme de nossa parte. |
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Os carrascos do Candomblé e da Umbanda estão cada vez mais fortes e há um enorme risco de que intolerantes, preconceituosos e racistas assumam prefeituras em grandes capitais. Não podemos ter ilusão: o projeto deles é maior; o projeto é eleger um Presidente da República para perseguir e reprimir a Umbanda e o Candomblé. |
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Basta o que eles já têm feito para disseminar o ódio, a discriminação e a intolerância. |
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Portanto, não é hora para desunião, desavença, discórdia. O futuro da Umbanda e do Candomblé depende das decisões e atitudes que sejamos capaz de tomar no presente. |
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Como diria o músico Geraldo Vandré – “vem vamos embora que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora não espera acontecer”. |
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A hora é agora! |
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