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A Pergunta Que Não Se Cala: Onde Estão as Federações?

Poucos religiosos lerão este texto e ainda menos se manifestarão de forma positiva. Este comportamento, por si só, valida a verdade expressa neste texto: faltam religiosos para responder às perguntas que não querem calar.

jornal doa xé

Estamos diante de situações críticas. Há tempos observamos ações de certas denominações neopentecostais que agem como guerrilhas, milícias e quadrilhas, perseguindo e discriminando nossa comunidade com a intenção de criar uma “jesuscracia”.


Todos se perguntam: onde estão as Federações ou Associações de classe? Antes de responder a essa pergunta, precisamos esclarecer alguns pontos à luz de uma verdade que poucos desejam analisar.


Os religiosos estão atentos e têm interesse em aprender sobre seus direitos?


A falta de interesse em ler, discutir e debater certos assuntos deixa a maioria dos religiosos céticos e relutantes, praticando o mesmo preconceito e discriminação que sofrem com os temas de organização, legalização e representação política.


O religioso precisa entender que tem todos de alguma forma tem obrigações e necessidades que não podem ignorar, para evitar que não se veja em situações constrangedoras diante de certas ações de agentes públicos e a sociedade.


O religioso deve saber que precisa se informar, conhecer e aprender sobre seus direitos e deveres e entender a diferença entre as diversas instituições federativas e associações de classe, no lugar de generalizar e negativar a todos.


Sabemos que muito já foi feito, que está sendo feito e que poderia ser feito mais. No entanto, nos falta cooperativismo, representação política e, acima de tudo, uma consciência religiosa participativa.


Precisamos que os religiosos tenham interesse em conhecer não apenas seus direitos e cobrar soluções, mas também fazer parte e saber como cumprir com suas obrigações.


Infelizmente, para a maioria dos religiosos, permanecer na clandestinidade parece ser o melhor caminho, uma maneira de se eximir de suas responsabilidades e obrigações, se achando invisível, até que o problema bate à sua porta.


Enquanto os religiosos enxergarem as Federações e Associações de Classe de forma generalizada, como algo inútil e só se lembrarem delas para cobrar o que eles não têm disposição de fazer, estaremos todos limitados, reféns de nossa própria incapacidade de nos organizar e buscar soluções.


O primeiro passo deveria ser se conscientizar e parar de generalizar, deixar de cobrar das federações soluções e se unir a uma delas em busca da solução e construção e uma nova realidade social para todos.


Em segundo lugar, é preciso romper a barreira do individualismo, entender que vivemos em um estado democrático de direito, que para ter direitos, devemos cumprir com nossas obrigações.


Não devemos falar de todas as federações e associações de classe de forma negativa, assim como não podemos julgar um religioso por suas limitações ou compara-los como se todos fossem iguais. Cada um tem suas particularidades e devemos valorizar o que é certo e não dar notoriedade ao que é errado.


Somente organizados e participando de uma das federações ou associações de classe que o religioso terá a oportunidade de construir uma estrutura que aos poucos possa ter forças para enfrentar e acionar juridicamente esses grupos.


A maioria dos religiosos está na clandestinidade, isolados, mas nas redes sociais, se manifestam em revoltas, criticando e acusando essas instituições de falta de atitude e ações, mas ele é o primeiro a ser um problema e ataca aos seus da mesma forma que os verdadeiros inimigos nos atacam.


Nossos religiosos não contribuem, não participam e não têm solidariedade com os seus, olham somente para si mesmos. Isso nos enfraquece como coletivo, nos priva de uma melhor estrutura, para que possamos ter bons advogados, a serviço e em defesa de nossos direitos.


A maioria dos religiosos só busca uma federação quando já está abatido, caído e deseja ser socorrido. Enquanto os religiosos continuarem dizendo que federação ou associação de classe, que religião e política não se misturam, que não necessitam estar legalizados, estaremos fortalecendo aqueles que nos perseguem, estaremos num cabo de força que não tem vitorioso, so perdas e prejuízo.


Para sair da triste realidade, onde temos que ver filho de fé ou uma família inteira, que para ter assistência na sua dificuldade, tem que ir na igreja evangélica ou católica para pegar uma cesta básica ou ser acolhido para receber um apoio para suas fragilidades. O religioso deve rever sua postura e comportamento, deve se organizar e fazer parte da solução, sendo exemplo de cidadania, deixar de fazer critica e passar a ter uma atitude positiva.


Temos gente lutando, fazendo um belo trabalho, mas até estes, estão isolados e não querem se misturar. Parece que desejam que os demais continuem no degrau de baixo, para que ele se sinta um Rei ou rainha, ainda que em um reinado de meia duzia.


Esperamos que este texto possa abrir os olhos de quem estiver lendo. Sendo assim, em vez de perguntar o que uma federação ou associação de classe, está ou pode fazer para os casos de intolerância, de agressões e ameaças praticadas por neopentecostais, intolerantes e racistas religiosos, faça esta pergunta a você mesmo religioso (a):


Quando vão acordar e aprender a separar o joio do trigo e buscar uma federação ou associação de classe para fazer parte dela, como parceiro e religiosos legalizados, fazendo parte da solução, no lugar de cobrar e nada fazer? Esta é a pergunta para todas as respostas e a solução desejada.


Como dito acima, poucos religiosos irão ler, caso você, que leu até aqui, seja um religioso que entendeu, faça seu comentário, manifeste sua opinião, mas seja positivo, críticas e negatividade já temos demais.


Não seja escuridão onde é necessário luz.


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