Federação Afro Brasil leva ao IV ÉGBÈ a força da ancestralidade aliada à proteção dos direitos das casas de Axé
- Redação Jornal do Axé

- 8 de jun.
- 3 min de leitura
Contagem (MG) recebeu, entre os dias 4 e 7 de junho, a IV edição do ÉGBÈ – Encontro Nacional das Culturas dos Povos de Matriz Africana, reunindo mais de 500 lideranças religiosas, pesquisadores, autoridades, ativistas e representantes de diversos países em torno de um tema profundo e urgente: o poder ancestral das comunidades negras e tradicionais de matriz africana.
Promovido pelo CENARAB – Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira, com sede em Minas Gerais, o IV edição do ÉGBÈ consolidou-se como um dos mais importantes encontros nacionais dos povos de matriz africana. A instituição é presidida por Makota Celinha Gonçalves, referência histórica na luta pela valorização das tradições afro-brasileiras, pela liberdade religiosa e pelos direitos das comunidades de terreiro.
Em meio aos debates, rodas de diálogo, encontros culturais e articulações nacionais, a Federação Afro Brasil marcou presença de forma firme e representativa, por meio do seu Presidente Nacional, Babalorixá Gamby ty Sangô, e da Diretora Regional, Ekedy Nadja Maceió.
A participação da comitiva fortaleceu o diálogo com religiosos, lideranças e instituições comprometidas com a defesa das casas de santo, da liberdade religiosa e do combate ao racismo religioso.
Mais do que uma presença institucional, a Federação Afro Brasil levou ao encontro uma proposta concreta de orientação e fortalecimento: o projeto do livro gratuito “Raízes da Umbhanda – Lei e Direitos”, obra integrante de uma campanha de conscientização, apoio e proteção aos religiosos do Axé, construída em parceria com apoiadores comprometidos com a organização dos terreiros e a preservação das tradições.

O livro nasce como ferramenta de orientação para sacerdotes, dirigentes, médiuns, filhos de santo, pesquisadores e trabalhadores espirituais. Embora a plataforma “Raízes da Umbhanda – Lei e Direitos” desenvolva obras voltadas à teologia, doutrina e histórias da Umbhanda, esta publicação foi pensada para todas as vertentes do Axé, incluindo Umbhanda, Candomblé, Jurema, Kimbanda/Quimbanda e demais caminhos tradicionais.
Durante o ÉGBÈ, o Babalorixá Gamby ty Sangô, e a Ekedy Nadja Maceió.dialogaram com lideranças de diferentes regiões, apresentando a importância da informação como instrumento de defesa.
Em um cenário em que muitas casas ainda sofrem com racismo religioso, perseguições, fiscalizações abusivas, falta de documentação e desconhecimento de seus direitos, a iniciativa reforça uma mensagem essencial: organizar não é trair a fé; organizar é proteger o caminho para que o Axé continue vivo, respeitado e reconhecido.
A obra aborda temas fundamentais como liberdade religiosa, racismo religioso, credencial sacerdotal, CNPJ, estatuto, contabilidade, alvarás, denúncias, atuação em hospitais e cemitérios, casamento religioso, sucessão, documentação e proteção institucional. Também oferece modelos práticos que podem auxiliar os religiosos no cotidiano de suas casas.
A Federação Afro Brasil reafirma, com essa participação, seu compromisso com a valorização das comunidades tradicionais, a defesa dos terreiros e a construção de uma consciência coletiva mais preparada. O poder ancestral celebrado no IV ÉGBÈ também se manifesta quando o povo de santo aprende a se proteger, a se organizar e a ocupar seu lugar com dignidade diante da sociedade e do Estado.
O Jornal do Axé reconhece esta presença como um passo importante na união entre ancestralidade, cidadania e segurança institucional. Porque a fé precisa de chão, a tradição precisa de respeito e o Axé, quando caminha com conhecimento, se fortalece para atravessar o tempo.
Informação gratuita também é proteção. Leia, compartilhe e ajude essa iniciativa a chegar a mais religiosos.
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Axé meus irmãos uma luta vencida
É MAIS UMA VITÓRIA CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA AXÉ A TODOS OS IRMÃOS DE FÉ
Fico feliz em ler um conteúdo rico de conhecimento e sabedoria, sarava aos nossos irmãos de fé lutando pela nossa religião
Muito boa a materia, mais poderia divulgar estes eventos para quem quer participar, e se engajar junto as lideranças. Saravá a Todos
muito bom o conteúdo postado, ótimo saber o engajamento da nossa religião