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Você sabe se defender para não ser a próxima vítima? Tem certeza?

  • Foto do escritor: Redação Jornal do Axé
    Redação Jornal do Axé
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura
Antes de começar a leitura ou ouvir esta matéria, preste atenção nesta orientação: ao final do artigo, você encontrará a indicação de um livro e-book gratuito, feito para ajudar religiosos, dirigentes e comunidades de terreiro a conhecerem seus direitos, entenderem seus deveres e saberem como agir em várias situações do dia a dia.
VOCE SABE SE DEFENDER?

Muita gente acredita que sabe se defender. Mas, quando o problema chega, descobre que saber reclamar não é a mesma coisa que saber agir.


Diante de uma agressão, é comum a revolta aparecer primeiro. A pessoa grava vídeo, faz postagem, pede ajuda, marca conhecidos, cobra autoridades e se desespera. Tudo isso pode até fazer parte do momento, porque ninguém está preparado emocionalmente para ver sua fé atacada. Mas depois da indignação vem a pergunta que separa quem está preparado de quem está perdido: agora, o que fazer?


É aí que muitos religiosos travam.


Porque não basta dizer que é intolerância religiosa. É preciso saber registrar, guardar provas, identificar testemunhas, buscar orientação correta, responder com equilíbrio, evitar exposição desnecessária e entender quais caminhos podem proteger a casa. Também é preciso saber que direitos caminham junto com deveres. Quem quer respeito precisa estar organizado para exigir esse respeito com firmeza.


O terreiro não pode esperar o problema acontecer para descobrir que falta documento, falta orientação, falta apoio e falta preparo. Quando a casa já está no meio da crise, tudo fica mais difícil. O emocional pesa, a pressão aumenta, as informações se confundem e qualquer passo errado pode enfraquecer aquilo que deveria ser defendido.


Por isso, a defesa começa antes da agressão.


Começa quando o dirigente busca se informar. Começa quando regulariza sua casa. Começa quando escolhe com cuidado a instituição onde vai se apoiar. Começa quando participa de debates, lê orientações, compartilha informação útil e prepara seus filhos para compreender que liberdade religiosa não é apenas um direito bonito no papel. É uma responsabilidade que precisa ser conhecida e exercida.


O problema é que muitos religiosos só querem saber de proteção quando se sentem ameaçados. Antes disso, ignoram cartilhas, e-books, matérias, orientações, encontros e chamadas públicas. Mas, quando a dor aparece, querem resposta rápida para uma estrutura que nunca ajudaram a construir.


Essa é a virada que precisa acontecer.


O dirigente religioso precisa entender que ele é referência dentro da própria casa. Se ele não busca informação, a casa caminha no escuro. Se ele não se organiza, seus filhos também ficam inseguros. Se ele trata legalização como detalhe, participação como perda de tempo e orientação como exagero, acaba ensinando, mesmo sem perceber, que o terreiro pode viver vulnerável.


E não pode.


A fé merece cuidado. A tradição merece proteção. A casa merece segurança. E o povo de terreiro merece dirigentes que não esperem a tragédia para aprender o caminho.


É por isso que iniciativas como  Federação Afro Brasil, Federação ATUCO, CONEAFRO, Contabilidade para Terreiro, Raízes da Umbhanda e Jornal do Axé  precisam ser observadas com atenção. Elas buscam criar informação, orientação, documentos, comunicação e apoio para que o religioso não dependa apenas da sorte quando o problema chegar.


Não estamos falando de medo. Estamos falando de consciência.


Saber se defender não é viver assustado. É viver preparado. É saber que, se uma denúncia aparecer, você não entra em pânico. Se uma fiscalização chegar, você sabe como se portar. Se alguém atacar sua fé, você sabe como reunir elementos. Se sua casa precisar de apoio, você sabe onde procurar. E, acima de tudo, sabe que não está sozinho porque escolheu caminhar com estrutura.


Esta série especial do Jornal do Axé nasceu para provocar esse despertar. Não para culpar quem sofre intolerância, porque a culpa da agressão é sempre de quem agride. Mas para dizer ao religioso que ele também precisa sair da posição de espectador da própria vulnerabilidade.


Então a pergunta continua: você sabe se defender para não ser a próxima vítima? Tem certeza?


Se a resposta balançou dentro de você, talvez este seja o momento de buscar informação, rever suas escolhas e fortalecer sua casa antes que o problema chegue.


Compartilhe esta publicação com seus amigos, grupos e redes sociais. Informar e orientar também é uma forma de participar da solução. Comente no Jornal do Axé, mande sua sugestão e apresente propostas. Este espaço está aberto para quem quer fortalecer o Axé com responsabilidade, consciência e atitude.


REDAÇÃO |JORNAL DO AXÉ


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